Como cuidar do Paciente frágil?

Dicas para
prevenção de quedas



Os pacientes que apresentaram Sepse, podem ter alta hospitalar com dificuldades para a realização das atividades do dia a dia, como por exemplo, tomar banho, escovar os dentes e dificuldades para caminhar. Esse texto contém dicas e informações simples para ajudar no cuidado e prevenção de quedas do paciente frágil:

  1. Iluminar todos os ambientes da casa e evitar deixar cômodos ou corredores escuros, pois a boa iluminação ajuda o paciente a identificar os obstáculos, ajudando a prevenir quedas.
  2. Retirar todos os tapetes da casa, principalmente os dos banheiros, pois os tapetes aumentam a chance de o paciente escorregar e cair. Então por isso, retire todos os tapetes!
  3. Evitar que o paciente tenha acesso a escadas, e caso isso não seja possível, procure identificar as escadas com cores. Isso ajudará o paciente a localizar onde está a escada e a identificar diferenças de tamanho entre os degraus, e desta forma, ele conseguirá passar pelas escadas com um pouco mais de segurança.
  4. Evitar deixar objetos espalhados pela casa. Objetos espalhados pelo chão, aumentam o risco de queda.
  5. Caso seja possível, instalar corrimãos pela casa, para ajudar no ajudar o paciente a ter apoio. Corrimões podem ser instalados, por exemplo, nos corredores e banheiros. Isso aumenta a segurança do paciente!
  6. Evitar deixar o chão molhado. Durante a limpeza da casa, procure secar bem o chão e lembre-se de evitar deixar o banheiro também molhado. Essa ação ajuda a prevenir quedas do paciente.
  7. Disponibilizar auxiliares de marcha para o paciente, que podem ser, bengala ou andador. Esses objetos auxiliam durante a caminhada, proporcionando firmeza para os pacientes.
  8. O paciente deve utilizar calçados que sejam firmes, tanto nos pés, quanto no chão. Os calçados devem ter firmeza tanto na parte da frente do pé, quanto na parte de trás.  Calçados com fivelas servem de apoio para os pés, evitando que o paciente deslize. Um outro cuidado importante, é que os calçados tenham sola antiderrapante, para evitar que paciente escorregue e caia.
  9. Evitar deixar o paciente em cama muito alta, pois dificulta o apoio dos pés no chão, aumentando o risco de queda do paciente ao levantar-se.
  10. Utilizar as camas mais baixas para que o paciente consiga apoiar os pés ao chão, e conseguir levantar com mais segurança, diminuindo a chance de quedas.
  11. É muito importante orientar o paciente, mostrar para ele todos os cômodos da casa e explicar quais são os obstáculos presente na casa. Essa orientação ajuda o paciente a se localizar no ambiente e ter mais segurança.

Lembre-se, o apoio e a orientação são muito importantes neste processo de segurança do paciente e ajudam a reduzir o risco de quedas dentro da própria casa!

Materiais de apoio:

– Guia prático do cuidador: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf


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Fato ou Fake sobre prevenção de quedas do paciente pós-sepse:


  • Meu pai recebeu alta hospitalar e sempre diz que está com dificuldades para levantar da cama sozinho e precisa de ajuda. Fato ou Fake?
  • Minha mãe recebeu alta hospitalar e sempre diz que está com dificuldades para subir as escadas do prédio e pediu que fosse instalado corrimão. Fato ou Fake?
  • Minha irmã pediu para retirar todos os tapetes da casa para recebermos a minha mãe em casa após a alta do hospital. Ela diz que os tapetes podem causar queda da minha mãe em casa. Fato ou Fake?
  • Eu tenho um filho de 2 anos e sempre deixo os seus brinquedos espalhados no chão da casa para que minha mãe possa brincar com ele enquanto eu estou fazendo outras atividades. Acredito que deixar os brinquedos espalhados no chão ajuda a minha mãe a pegar os brinquedos com mais facilidade e isso não causa nenhum risco para ela. Fato ou Fake?
  • A minha mãe saiu do hospital e sempre me fala que tem medo de levantar a noite para beber água ou ir ao banheiro porque a casa está totalmente escura e ela sempre acha que vai cair. Fato ou Fake?
Meu pai recebeu alta hospitalar e sempre diz que está com dificuldades para levantar da cama sozinho e precisa de ajuda. Fato ou Fake?

Fato. Pessoas que ficam internadas por um período de tempo longo por causa da sepse podem ter fraqueza nas pernas e não ter força nas pernas suficiente para se levantar sozinho da cama.

Minha mãe recebeu alta hospitalar e sempre diz que está com dificuldades para subir as escadas do prédio e pediu que fosse instalado corrimão. Fato ou Fake?

Fato. Ela pode estar com fraqueza nas pernas, alteração de equilíbrio e cansaço físico. Ela precisa se apoiar no corrimão para conseguir subir os degraus da escada.

Minha irmã pediu para retirar todos os tapetes da casa para recebermos a minha mãe em casa após a alta do hospital. Ela diz que os tapetes podem causar queda da minha mãe em casa. Fato ou Fake?

Fato. Os pacientes que saem de alta têm dificuldades para caminhar por falta de firmeza nas pernas e a presença de tapetes aumenta o risco de escorregar e cair. Por isso, a retirada dos tapetes é uma ação que ajuda a prevenir quedas dentro do ambiente domiciliar.

Eu tenho um filho de 2 anos e sempre deixo os seus brinquedos espalhados no chão da casa para que minha mãe possa brincar com ele enquanto eu estou fazendo outras atividades. Acredito que deixar os brinquedos espalhados no chão ajuda a minha mãe a pegar os brinquedos com mais facilidade e isso não causa nenhum risco para ela. Fato ou Fake?

Fake. Os brinquedos espalhados pelo chão aumentam o risco de queda no ambiente domiciliar. O ideal é retirar todos os brinquedos do chão para evitar que a paciente pise em algum brinquedo e caia. Deixe os brinquedos guardados em local apropriado.

A minha mãe saiu do hospital e sempre me fala que tem medo de levantar a noite para beber água ou ir ao banheiro porque a casa está totalmente escura e ela sempre acha que vai cair. Fato ou Fake?

Fato. A escuridão na casa aumenta o risco dela cair ou esbarrar em móveis da casa. O ideal é iluminar bem os ambientes para que ela possa visualizar os obstáculos ao ir até o banheiro ou ir até a cozinha. A iluminação proporciona maior segurança.


Carolina Braga de Resende
COREN-MG: 316.324

Carolina Braga de Resende

Enfermeira da UFMG desde outubro/2011, com experiência em terapia intensiva, unidade clínica cirúrgica e promoção à saúde do trabalhador.
Enfermeira do protocolo de sepse do Hospital das Clínicas da UFMG (período 2016 a março de 2019).
Graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG (formatura: julho/ 2011).
Mestre em Ciências da Saúde: Infectologia e Medicina Tropical pela Faculdade de Medicina da UFMG (formatura em 2014).
Doutora em Ciências da Saúde: Infectologia e Medicina Tropical pela Faculdade de Medicina da UFMG (formatura em 2018).
Revisora da Revista Mineira de Enfermagem (REME).

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